– EDC C36 SOBRE O RISO NO CURRÍCULO – PROGRAMA DO CURSO

Para enganar o tempo –
ou distrair
criaturas já de si tão mal atentas,
não canto…
Canto apenas quando dança,
nos olhos dos que me ouvem – a esperança.

(Vinicius de Moais e Carlos Lira)

EMENTA

Riso, humor, alegria, cultura, literatura e suas pontes com a educação. Experiências pessoais sobre situações de riso e humor. Bibliografia referente à questão.

CONTEÚDO

  1. Concepções sobre o riso.
  2. Raízes do riso na história brasileira – o que isso tem a ver com as atuais questões educacionais?
  3. A teoria do humor em Henri Bergson e sua possível relação o fazer educacional.
  4. A carnavalização tem espaço no currículo escolar? – Riso e banquete na escola.
  5. O riso como um possível antídoto para o medo e a violência no ambiente escolar.
  6. Obras de natureza cômica, verbais e imagético-verbais, no ambiente escolar.
  7. Alegria cultural.

OBJETIVOS

  • Compreender que muitas das ações educacionais só adquirirem substância real se tocarem o lado safado das pessoas.
  • Olhar, nem que seja com o rabo dos olhos, para o papel do humor aguçado na compreensão do “mundo, mundo, vasto mundo” de Drummond ou desse mundão de meu Deus.
  • Considerar o riso como uma porta, senão escancarada, ao menos aberta à possibilidade de rupturas (pré) conceituais e, consequentemente, formulação de sentidos outros para o cotidiano
  • Compreender que se o riso é fato social, ele é pedagógico: aprende-se e ensina-se com ele e com ele se constrói utopias.
  • Acreditar na carnavalização do currículo como procedimento coletivo para o enfrentamento e, algum dia, a vitória contra o medo, tanto místico quanto moral.
  • Suspeitar, pelo menos suspeitar, que cada um de nós é portador de pensamentos moleques, e que esses são muito fascinantes, portanto, merecedores de espaço de expressão.
  • Considerar cada cena ou evento de humor como objeto simbólico, um substituto que representa algo contrário ao que está posto.
  • Descobrir, ainda que não seja por agora, que riso, como fato social – o rir com – é um apetitoso complemento alimentar do diálogo e do pensamento divergente.
  • Compreender a importância de considerar o riso como interlocução, como prática sociocultural e discursiva fundamental à produção de sentidos.
  • Observar a importância de viver e desfrutar o risível como forma de produzir e assegurar convivências e começar a desconfiar, nunca é tarde, da sisudez como modo adequado de educar e educar-se.

METODOLOGIA

  • Aulas expositivas dialogadas.
  • Expressões coletivas de estudos
  • Narrativas de cenas de gargalhada
  • Análise de alguns textos literários em sua dimensão estética e sua construção humorístico-poética
  • Leituras fílmicas e de textos imagético-verbal
  • Produções orais e escritas.
  • Observações escolares.
  • Produção de propostas educativas que contemplem a dimensão do riso em seu currículo.

AVALIAÇÃO

  • Demonstração de leituras através de anotações, participação qualificada nas discussões e expressões específicas para o coletivo
  • Relato de observações escolares.
  • Formulação de um projeto ou de uma proposta educativa que contemple a dimensão do riso no currículo.
  • Produção de um álbum de textos humorísticos

BIBLIOGRAFIA

Básica

BAKHTIN, Mikhail. A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. 4ª ed. Trad. Iara Frateschi Vieira, São Paulo-Brasília: Hucitec, Editora da Universidade de Brasília, 2008, 419p.

BERGSON, Henri. O Riso: ensaio sobre a significação da comicidade. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2001, 152p.

SALIBA, Elias Thomé. Raízes do riso: a representação humorística na história brasileira da Belle Époque aos primeiros tempos da rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, 366p.

SNYDER, Georges, A alegria na escola. Trad. De Bertha Halpern Guzovitz e Maria Cristina Camponero. São Paulo: Paz e Terra, 1988.

Complementar

ASSIS, Machado. O alienista.

FILHO, Otavio Frias [et AL]. Vice-versA ao contrário. Organização Heloisa Prieto e ilustração Spnacca. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993, 47p.

FURNARI, Eva. A bruxinha atrapalhada.

_______. Não confunda. São Paulo: Moderna, m 2004, 32p.

ORTHOF, Sylvia. A poesia é uma pulga. Ilustração de Zé Flávio Teixeira. São Paulo: Atual Editora, 1992, 32 p.

Rocha, Ruth. As coisas que a gente fala. Ilustrações Walter Ono. Rio de Janeiro, Salamandra, 1989.

_______. Bom dia todas as cores.

SSÓ, Ernani. Contos de morte morrida: narrativas do folclore. Ilustrações Marilda Castanha. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2007, 48p.

Uma resposta to “– EDC C36 SOBRE O RISO NO CURRÍCULO – PROGRAMA DO CURSO”

  1. Luciene Says:

    Oi Marynha,

    Acabo de pegar o plano de curso… já espalhei a notícia do riso por todo mundo que conheço.

    Até mais tarde!!!

    Bj, Lu

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