– ERA UMA VEZ, MAIS UMA VEZ!…

Amigas, amigos,

Família, minha família,

Este é um momento de envolvimento… Contentamento… Alegria… Prazer… O prazer de partilhar, com todos com quem aqui estamos, significativas memórias inscritas em nossa experiência de humanas criaturas, cuidadosamente recolhidas por Casemiro Figueira Andrade, nosso Case, e transformadas em escritura, para que o tempo não possa apagá-las. “A humanidade escolheu a escrita para cimentar a sua cidadania”, a fim de que gerações distintas possam dar fé, interagir, transformar, atualizar marcas do tempo.

Tanto a modalidade oral quanto a modalidade escrita da língua são de inestimáveis valia para a sobrevivência e desenvolvimento da humanidade. Ainda hoje existem sociedades ágrafas, isto é, não possuem a língua na modalidade escrita, só oralidade. Os descendentes de Dona Almerinda e Seu Acelino, Mera e Cila, uns mais, outros menos,  são movidos pela oralidade, caminham pelas linhas da explicação, da narração de causos que, na maioria das vezes, a vista não mais pode alcançar, mas o coração aí está pra testemunhar.

Por certo, essa não é uma exclusividade da nossa família. Qual a que não tem seus causos? A dinâmica da vida contemporânea, por vezes subtrai os espaços de convivência presencial, substituindo-os pelos virtuais, mas a circulação das histórias continua, felizmente. Sinto falta, entretanto, de mais espaço de falação face a face. Cadê aquele cafezinho de final de  sábado, em volta de um fogão de lenha, imaginário mesmo, pra fazer o que indica Frajola e Mariola: ABRA A RODA, TIN DÔ LÊ LÊ, ABRA A RODA, TIN DÔ LÁ LÁ…

Nessa circunstância fica mais que fácil descobrir que a formação da humanidade do humano se dá no encontron na história, de todos e de cada um que é ao mesmo tempo sua e de tantos. vez que vida e narrativa se confundem. É por isso que Tom Jobim declara:“é impossível ser feliz sozinho.” Aliás, Tom confirma o que Mera e Cila já ensinavam de forma pratica, desde tempos imemoriais.

Era uma vez, que se compreende era uma vez, é sempre coletivo, minha gente! Essa edição do Jornalzinho Acelino e Almerinda 01/2009 F.A. & Cia nada mais é do que uma tentativa de representar um coletivo e os seus era uma vez. Como todo era uma vez tem mil e uma noites, o desejo é que esta publicação, vinda a público neste momento final de 2009, por iniciativa do sobrinho Tácio Andrade Conceição, afete outros portadores de histórias para contar. Assim, descendentes e congregados de Mera e Cila, antecedentes e descendentes de cada amiga e amigo presente, com pena ou computador, o que mais confortável lhe for ofereçam ao  mundo, nosso mundo, era uma vez, era uma vez, era uma vez…

Desse modo, perto ou distantes em espaço e tempo, poderemos afirmar como Rute, memorável personagem bíblica: “… Aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.”

Obrigada Case, Casemiro Figueira Andrade, meu irmão, filho de Acelino Pires de Andrade e  de Almerinda Figueira de Andrade

26/12/2009.

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